Sábado, 13 de Julho de 2024

Chuva

São Lourenço do Oeste, SC

Opinião Brasil

O segundo desafio a ser vencido

* Prof. Dr. Argemiro Luís Brum 24 de junho de 2024 Centro Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), vinculado à Universidade Regional do Noroeste do Estado (UNIJUÍ)

25/06/2024 às 10h23
Por: Felipe Alípio Fonte: * Prof. Dr. Argemiro Luís Brum
Compartilhe:
* Prof. Dr. Argemiro Luís Brum 24 de junho de 2024 Centro Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), vinculado à Universidade Regional do Noroeste do Estado (UNIJUÍ) Foto: Arquivo pessoal
* Prof. Dr. Argemiro Luís Brum 24 de junho de 2024 Centro Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), vinculado à Universidade Regional do Noroeste do Estado (UNIJUÍ) Foto: Arquivo pessoal

Vencido o descontrole inflacionário, a partir do Plano Real, ficou visível o segundo grande problema da economia nacional: a crise fiscal. Por quê? Na medida em que a dívida pública aumenta, alimentada pelo rombo fiscal constante, questiona-se a capacidade de o governo honrá-la. Quanto mais gasta, mais o Estado precisa arrecadar. E se gasta mal, o custo dobra no médio prazo. Para cobrir a conta, se o enxugamento do Estado não ocorre adequadamente, via reformas, existem três outros caminhos: emitir moeda, o que tende a gerar forte inflação, descontrolando ainda mais a economia; cobrar mais impostos, hoje atingindo um nível de 33,7% do PIB, com baixa qualidade dos serviços públicos prestados; e/ou emitir título público, rolando a dívida. Com as duas primeiras alternativas praticamente no limite, nos últimos anos o Estado brasileiro vem optando pela terceira. Mas aqui igualmente há limites. Quanto mais gasta, mais títulos precisa vender, a juros elevados, para convencer o credor de que o negócio vale à pena. Ora, indo ao mercado captar dinheiro, o Estado compete com as empresas que precisam de crédito (a maioria das empresas nacionais não são capitalizadas), tornando-o ainda mais caro. Isso freia a economia, com o PIB ficando sempre aquém do necessário. Isso dificulta, inclusive, os gastos sociais, pois eles também aumentam o déficit. Portanto, torna-se urgente melhorar as reformas já feitas e encaminhar outras, a começar pela tributária e administrativa. Estas, se bem-feitas, podem diminuir a desigualdade social e ser um ponto de partida para redirecionar o Estado a aumentar sua capacidade de investimento (hoje, de R$ 5,5 trilhões orçados, somente R$ 60 bilhões vai para investimentos públicos, ou seja, 1,1% do total, contra 10% do PIB em 1997). Se a economia é de mercado, por outro lado não há como prescindir do Estado. Todo o país precisa de investimentos estatais. No nosso caso, mais ainda, pois estruturalmente nossa iniciativa privada, sozinha, não tem condições de alavancar a economia. Tanto é verdade que, a todo momento, o setor corre a pedir socorro ao Estado. Agora, este precisa ser eficiente e jamais um fardo. Ou o reformamos profundamente ou continuaremos a marcar passo. A manutenção da Selic, em 10,5%, entra neste contexto, porém, ela não cura a doença, apenas evita que piorem suas consequências.

 

Receba as notícias em primeira mão, acesso no DR News

A matéria na íntegra estará em nossas páginas impressas, leia no Jornal Destaque Regional

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
São Lourenço do Oeste, SC Atualizado às 09h05 - Fonte: ClimaTempo
Chuva

Mín. Máx. 10°

Dom 9°C 5°C
Seg 15°C 3°C
Ter 18°C 8°C
Qua 20°C 11°C
Qui 22°C 12°C
Anúncio
Horóscopo
Áries
Touro
Gêmeos
Câncer
Leão
Virgem
Libra
Escorpião
Sagitário
Capricórnio
Aquário
Peixes
Anúncio
Anúncio
Ele1 - Criar site de notícias