Sábado, 13 de Julho de 2024
11°

Chuvas esparsas

São Lourenço do Oeste, SC

Opinião SLO

A Selic não cura a doença (Final)

* Prof. Dr. Argemiro Luís Brum 8 de julho de 2024 Centro Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), vinculado à Universidade Regional do Noroeste do Estado (UNIJUÍ)

08/07/2024 às 20h49
Por: Felipe Alípio Fonte: Felipe Alípio
Compartilhe:
* Prof. Dr. Argemiro Luís Brum 8 de julho de 2024 Centro Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), vinculado à Universidade Regional do Noroeste do Estado (UNIJUÍ) Foto – Arquivo DR
* Prof. Dr. Argemiro Luís Brum 8 de julho de 2024 Centro Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), vinculado à Universidade Regional do Noroeste do Estado (UNIJUÍ) Foto – Arquivo DR

Em sendo a política monetarista, via o gerenciamento do juro básico (Selic no Brasil), um instrumento para o controle da inflação, o desafio é alcançar o juro básico neutro (que segura a inflação e não inibe o crescimento). No Brasil, hoje, o mesmo está sendo considerado como algo ao redor de 5% ao ano. Portanto, ainda estamos longe dele e sem perspectivas, no médio prazo, de alcançá-lo dadas as condições de nossa economia. Além disso, ainda há o problema da enorme diferença entre o juro básico e os juros reais praticados no mercado nacional, cujas razões já comentamos diversas vezes neste espaço. Em tal contexto, o Banco Central, via Copom, busca gerenciar este processo. Hoje, a Selic estacionou em 10,5% ao ano, longe do ideal e distante do que se esperava para o final deste ano. Isso ocorre porque o descontrole fiscal aumentou, as medidas para combatê-lo estão cada vez mais relativizadas pelos interesses políticos, o Real se desvalorizou muito e a pressão inflacionária cresceu. Mas, o juro elevado não resolve o problema central da crise (o déficit fiscal). Ele apenas tende a estancar uma de suas consequências (a inflação), o que não é pouco, porém, tendo como efeito colateral o travamento da economia e a redução na geração de empregos, o que também não é pouco. Ou seja, sem efetivamente atacarmos o cerne do problema, ficamos à mercê de remédios insuficientes, crescendo menos do que o necessário e longe do desenvolvimento que se sonha. Até que o populismo ganhe força no governo, avance sobre o Banco Central, e leve a implementação de uma política intervencionista que ignore o controle fiscal. Isso causa a falsa impressão de melhoria econômica, pois na sequência leva o país a uma brutal recessão e a um retrocesso geral. Recentemente (entre 2011 e 2016) vivemos novo capítulo desta situação, e cuja a conta ainda se paga. Corremos o risco de vivermos novamente a partir de 2025, dependendo de quem irá presidir o Banco Central brasileiro a partir de janeiro próximo. Ou seja, está ruim, porque não realizamos o dever de casa, mas ainda pode piorar, e muito! Especialmente se o governo, engessado pela Constituição e eivado por interesses de grupos privilegiados, continuar a cortar nas rubricas mais importantes (educação, saúde, infraestrutura, segurança...), enquanto deixa soltas as rédeas dos gastos desnecessários.

 

Receba as notícias em primeira mão, acesso no DR News

A matéria na íntegra estará em nossas páginas impressas, leia no Jornal Destaque Regional

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
São Lourenço do Oeste, SC Atualizado às 12h05 - Fonte: ClimaTempo
11°
Chuvas esparsas

Mín. Máx. 10°

Dom 9°C 5°C
Seg 15°C 3°C
Ter 18°C 8°C
Qua 20°C 11°C
Qui 22°C 12°C
Anúncio
Horóscopo
Áries
Touro
Gêmeos
Câncer
Leão
Virgem
Libra
Escorpião
Sagitário
Capricórnio
Aquário
Peixes
Anúncio
Anúncio
Ele1 - Criar site de notícias